Dicas para escolher um Plano de Previdência Complementar

Plano de previdência complementar CMPPrev

Na busca de uma complementação de aposentadoria que garanta uma renda satisfatória e a manutenção da qualidade de vida no futuro, diversas são as opções de planos de previdência oferecidos pelo mercado e deve-se ficar atento a alguns pontos que terão papel crucial no resultado final desta empreitada.

Não se pode esquecer que previdência é para longo prazo e quanto maior o tempo do investimento, maior será o montante acumulado na hora do recebimento do benefício.

Portanto, o perfil de investidor, o objetivo almejado, a idade na hora adesão e na hora da aposentadoria, além, é claro, do valor dos aportes que pretende realizar ao longo da vida são fatores que deverão ser levados em consideração no momento da escolha pelo melhor plano.

Diferença entre os planos de previdência complementar

Inicialmente, destaca-se que os planos fechados, oferecidos pelas cooperativas e entidades de classe aos seus associados (ex: Unicred-Quanta e Soc. Brasileira de Ortopedia e Traumatologia-SBOTPrev), podem ser considerados boas opções dentre os disponíveis no mercado.

O diferencial destes planos consiste no fato de serem instituídos por entidades sem fins lucrativos e, por tal motivo, normalmente oferecem taxas de administração e de carregamento mais interessantes do que os planos oferecidos por bancos e seguradoras, muitas vezes com isenção total de tais cobranças.

Em tese, ao longo dos anos, os planos fechados acumulam mais capital que os planos abertos, justamente porque os valores economizados com menores taxas e ausência das margens de lucro das administradoras revertem em favor dos participantes e tendem a aumentar o montante acumulado.

Os planos fechados, oferecidos pelas cooperativas, possuem regras de tributação equivalentes aos planos abertos PGBL conforme veremos abaixo, e a tributação incidente sobre os planos é matéria que merece especial atenção na hora da escolha.

Existem no mercado alguns planos híbridos e diferencias, mas a maioria dos planos oferecidos são na modalidade PGBL (Pano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).

Os planos PGBL são interessantes para quem declara Imposto de Renda no formulário completo, já que permite que o participante deduza até 12% da sua renda tributável anual de valor investido no plano naquele ano.

Pode-se considerar a modalidade PGBL mais indicada para quem contribui para a previdência oficial (INSS e Regimes Próprios); para os já aposentados; e para quem planeja aplicar até o limite de 12% da renda bruta anual na previdência complementar.

Já o VGBL não oferece a isenção anual e normalmente cobra taxas de administração e carregamento mais altas. Entretanto, nesta modalidade, somente os valores referentes ao rendimento obtido no plano estarão sujeitos à tributação do IR, tornando-se a melhor opção para quem declara IR no formulário simples; para os isentos de IR; para quem não contribui para a previdência oficial (INSS ou Regimes Próprios); e para os que já possuem outro plano de previdência complementar.

Assim, para quem pode e pretende investir mais de 12% da renda bruta anual em previdência complementar,é recomendável a combinação entre um plano PGBL com outro VGBL, já que usando desta estratégia, no plano PGBL poderá se beneficiar da dedução da base de cálculo de IR até 12% da renda anual (desde que declarando o imposto no modelo completo de declaração) e os valores dos aportes que excederem a esse limite poderão ser direcionados ao plano VGBL, cuja tributação incide apenas sobre a rentabilidade no momento do resgate.

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